Trabalho da Bárbara e da Patrícia, 11º B, sobre as Discriminações:
Discriminação Sexual -
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dezembro 10, 2011
novembro 24, 2011
Trabalhos dos alunos
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| Desenho da aluna |
Venho discutir o que já muito foi discutido por anteriores maiores que eu, cujo assunto é, de acordo com o Papa Pio II, magnum scelus, um grande crime. Se escrevo, agora, este texto, foi porque meu senhor, a quem ainda quero muito, me ofereceu a língua e a escrita daqueles que me roubaram a terra que devia pisar e que já não piso. E inúmeros são aqueles que, tendo sido furtados da sua terra, também já não podem pisar aquele que devia ser seu piso. Concedeu-me a liberdade, o meu senhor, horas antes de partir, quando, com um pano molhado em devoção, lhe limpava a fronte fervente. Mas há quem, só com a morte, consiga essa mesma libertação.
Se Deus dita este trágico destino que é serventia a quem mais paga pelo nosso laborar, mas não ao trabalhador e sim àquele que nos mercou, não somos nós mais que animais pertences do homem? Se assim é, do mesmo modo se justifica a nossa falta de salário após toda uma vida de escravo dedicado, pois quem paga moedas de oiro ao boi que ara o terreno?
Mas onde estão os chifres que eu não os posso ver, e o pesado andar bovino de quem não pode amar ou odiar o seu dono, de quem não pode beijar os anéis da mão do amo, ou fugir da sua cativa prisão? Não somos nós bois ou jumentos para ser tratados como seu igual.
Então porque somos mercadoria do ladrão que nos rapta daquele (África) que é nosso lar de origem? Porque somos forçados a pisar a mesma terra que o usurpador? Apenas porque não outra há para pisar, porque a nossa fica para lá desse mar.
Tal como vocês, que seguram o chicote, também gatinhamos à nascença, para depois, passarmos a enfrentar o mundo erguidos, também bebemos a mesma água, também olhamos as mesmas estrelas, também choramos as mesmas lágrimas salgadas de dor e de felicidade, e se pegaram no punhal e nos marcarem a pele com golpes (o que certamente muitos já fizeram) verão que o sangue que escorre da ferida é tão vermelho como o vosso. Pergunto, então, porque se dão os acontecimentos antitéticos a que somos expostos todos os dias. Porque se cobre o senhor de colares e pratas, quando o único metal em que tocamos é o das correntes que adornam os nossos pescoços? Porque comem os senhores as iguarias que, sendo património da nossa terra, nem a nós é concedido o direito de as provar? Porque veste o senhor tecidos e roupagens do mais caro linho fiado, quando nós não envergamos mais que o ar que respiramos? Porque, cometendo o senhor os mesmos pecados, não é ele castigado da mesma maneira que nós?
E mais, porque defendem os padres e pastores os nossos irmãos índios (irmãos, porque todos somos filhos do mesmo Adão e da mesma Eva) que sofrem o mesmo destino, mas que parecem merecer mais cuidado? Somos pois indignos demais para que, já que não nos conseguindo fazer ouvir sozinhos, alguém nos ajude a acordar o mundo desta injusta dormência? Será pois esta cor escura, que a diziam tão exótica os primeiros brancos ao avistarem África, a marca da nossa maldição, e a dos nossos filhos e a dos nossos avós?
Nenhum senhor devia ter escravos, porque senhor a quem todos os homens, sem ressalvas, devem servir, só há um, e esse se senta na sua cátedra celeste...
Da Alice, 11º B
outubro 31, 2011
Trabalhos dos alunos
Todos os anos vou fazendo um blogue "paralelo" a este, onde vou publicando os trabalhos que os alunos vão elaborando. Enquanto não o faço, vou colocando aqui...
Os títulos são por mim atribuídos, destacando desses textos frases que considero "lapidares".
Digno de reverência ou merecedor de desprezo?
Não compreendo.
Nasce o sol e não dura mais que um dia, depois nasce a lua e não dura mais que uma noite e isto repete-se dia e noite. Com o sol que nasce vem a luz, e com a lua que nasce vai-se a luz e vem a escuridão, e à medida que nós peixes nos abrigamos dos males e juntos nos mantemos, aqueles homens cuja função deveria ser salgar a terra não a salgam, não porque esta não se deixa salgar, mas porque se traderem e falseiam uns aos outros, e nesta deslealdade não têm tempo para cumprir as missões que lhes foram atribuídas.
Padre Vieira já desistiu destes figadais, agora basta rezar para que eles não desistam deles mesmos do mesmo modo que já desistiram uns dos outros, estes sermões que eu e os meus outros companheiros peixes estamos há tanto tempo a audire deveria ter sido auscultado por eles que tanto dizem ser crentes e protegidos por uma entidade sagrada, mas sempre se deslembram que muito antes destes terem existência já nós peixes cá nadávamos nos nossos oceanos, mares, lagos e rios ou ribeiras, sendo as nossas casas todos os fios de àgua que correm vivos nesta terra.
O Sermão de Santo António patenteou-me a ver aquilo que os meus pequenos olhos de peixezinho não viam antes. Não acredito em altas igrejas a tentar alcançar o divino céu ou rezas e preces a luzes sagradas que passam como se por magia pelos vitrais em forma de um todo poderoso Deus. Ainda assim nada posso contestar, não porque não queira pois quero, mas porque não posso, pois por não ser um homem nada tenho com que dizer o que desgosto. Louva-me Santo António por nada dizer, ao passo que se pudesse nada deixava por ser dito.
Louvar as virtudes (bens) e repreender os vícios (males).
Meus bens e do resto dos peixezinhos ao sermos bons ouvintes e nada termos a comentar.
Males dos humanos sobretudo por escravizarem o homem negro e tentarem o mesmo com os índios, também mentirem, roubarem e matarem-se uns aos outros sem qualquer pudor.
Do Alexander, 11ºC
Liberdade: a ave branca
Estes Homens do Mar, que não diferentes de nós, vestem animais, apesar de excessivamente adornados e de feitios e cores esquisitas, descem daquelas grandes caixas de madeira acompanhados pelos seus iguais … iguais ? … Bem , iguais não o são pois senão todos usariam ou aquelas vestes bizarras de animais invulgares nesta nossa terra ou aqueles panos rotos , sujos e com poucos dentes .
Apoderaram-se das nossas terras e mulheres como se de animais se tratasse , obrigando-nos a trabalhar em estruturas igualmente bizarras provenientes da cultura dos homens do Mar ou a recolher tudo o que a Mãe ( Natureza ) nos dá, para simplesmente desperdiçá-las, ao mandarem-nas de novo para o mar juntamente com alguns dos seus ‘’iguais’’ naquelas suas caixas flutuantes …
Mas nem todos são assim. Aquele que da fala nativa do seu povo se serve apoia-nos , ajudando na nossa luta pela antiga vida. Fala-nos de um animal que diz que nos pertence ou que nos pertencia e foi tirado… Liberdade ? Imagino-a como uma enorme ave branca , mas de tal bicho nunca antes ouvimos. Mas o Homem branco com o dom da palavra não nos explicou bem como ele era ou porque nos pertencia…
Gostava de poder vê-lo , esse tal animal, mas e os outros ? Aqueles que os homens do Mar trouxeram, têm o dom da camuflagem devido a sua cor escura , e que ótimos caçadores devem ser… Estes não tinham posse da ave branca também ? Provavelmente não, pois a esses o ‘’falador’’ não presta a sua atenção.
Não me importava de lhes dar as crias da nossa ave branca quando então a tivessemos e assim todos poderiamos viver como somos…
Do Diogo, 11ºB
outubro 04, 2011
Atividades para o 1º Período
Haverá, ao longo deste período, em datas já assinaladas:
- dois testes sumativos;
- um diário literário que se prolongará por todo o ano letivo;
- apresentação de um trabalho de grupo, seguido de debate, no final do período, sobre tema relacionado com os Direitos Humanos.
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